Cirurgia Estética no Verão – Sim ou Não?

Se está a pensar fazer uma mudança no seu corpo saiba quais são as cirurgias estéticas mais aconselháveis para alcançar o corpo perfeito este verão.

 Com o aproximar do calor e aquele desejo dos dias de sol e praia, começam a surgir os primeiros desejos em alcançar o corpo perfeito para os longos meses de verão.

Em Portugal é cada vez mais frequente homens e mulheres recorrerem a cirurgias estéticas nesta altura do ano, de forma a atingir o corpo de sonho para o verão. Com base nas mais de 1000  cirurgias que realizei nos últimos três  anos posso afirmar que o verão é a altura do ano eleita por muitos portugueses e portuguesas para realizar uma cirurgia estética.

Os motivos para a realização de uma cirurgia estética são variados. No entanto é comum identificar o desejo em ter um corpo mais perfeito numa altura do ano em que existe maior exposição corporal.

Em  Portugal, e acompanhando a tendência internacional de países como Espanha, França ou Itália, as cirurgias a que os portugueses mais recorrem nesta altura do ano são cirurgias mamárias, como a mamoplastia de aumento ou redução e a cirurgia de remodelação corporal, como a lipoaspiração ou lipoabdominoplastia (eliminação de gorduras na zona do abdómen e flancos abdominais).

É também possível verificar que os portugueses recorrem também, nesta altura do ano, ao cirurgião plástico para realizarem uma rinoplastia ou uma otoplastia  – cirurgias que podem ser realizadas mesmo em períodos de maior calor ou temperaturas elevadas.

Mas, apesar da vontade em avançar para uma mudança estética é importante um paciente compreender e aceitar as recomendações dadas pelo seu médico antes de avançar para a cirurgia.  É importante consultar o seu médico sobre que cirurgia pretende realizar e estar ao corrente de todos os passos do pré e pós cirurgia, de forma a recuperar com o maior conforto e segurança possíveis.

Com as devidas precauções a cirurgia estética, em geral, pode ser realizada no durante o verão, mas é preciso muito cuidado com o sol. Mesmo depois da fase inicial de cicatrização é essencial uma proteção elevada em caso de exposição solar.  Se um paciente está a pensar em utilizar as suas férias para realizar uma cirurgia de aumento mamário, usufruir dos dias de praia e calor não estão em causa, no entanto são necessários cuidados importantes na hora de recuperar a sua forma: numa fase inicial deve evitar molhar a zona da cicatriz ou expo-la ao sol. Mesmo depois da cicatrização estar completa deve ser colocar sempre protector solar sobre a cicatriz, mesmo que esta esteja debaixo do biquíni ou fato de banho.

Se um paciente estiver a encarar a hipótese de realizar uma lipoaspiração ou uma abdominoplastia de forma a retirar o excesso de gordura de zonas como a barriga ou coxas, então é importante saber que  estas cirurgias envolvem a utilização de uma cinta diária durante pelo menos um mês e que enquanto existirem nódoas negras, deve ser evitada na totalidade a exposição solar nessas zonas.

A questão mais importante para que a recuperação seja a ideal prende-se com a influência do sol. As cicatrizes em geral não gostam de sol, especialmente enquanto são cicatrizes jovens e recentes, pois há riscos de pigmentarem e ficarem mais perceptíveis. O exemplo mais claro desta situação são as cirurgias faciais como o lifting cérvico facial ou blefaroplastias que, apesar de darem novas formas mais delineadas ao rosto, devem ser evitadas caso a pessoa esteja a pensar apanhar muito sol no verão.

Outro campo da estética engloba tratamentos como o laser ou os denominados peelings que são totalmente desaconselhados a realizar no verão. O paciente deve deixar passar a fase do pico de calor para iniciar este tipo de tratamentos da pele no seu rosto. Ao invés deste tipo de tratamentos, outros existem de forma a serem realizados todo o ano, sem qualquer implicação com o sol ou elevadas temperaturas e a água do mar.  Tratamentos como os preenchimentos ou aplicação de toxina botulínica pode ser realizados todo o ano, sendo o tempo de recuperação rápido e indolor.

 Dr. David Rasteiro 

 

 

 

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